Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.
E daí que não vai ser fácil? Vai ser muito difícil, e vamos ter que trabalhar nisso todos os dias. Mas eu quero fazer isso, porque eu quero você. Eu quero você para sempre. Você e eu, todos os dias.
O problema é esse, Romeu. Você sempre volta. Sempre volta a hora que você quer. Se hoje você tiver a companhia de alguma dessas suas… Loiras? Morenas? Ruivas? Do cabelo até a cintura com vestidos de um palmo, você não volta. Mas se você estiver de ressaca, com uma compressa de gelo na cabeça e não há nada de bom passando na TV, você me liga. E, então, você volta.
Capitule, em trecho de Anna e Romeu. (via inverbos)